Babebiose em equinos: como diagnosticar?

Um animal apresenta como sintomas a diminuição de apetite, perda de peso, intolerância ao exercício, fezes inconsistentes e infestação por ectoparasitos. Como diagnosticar o que o afeta?

Babebiose em equinos: como diagnosticar?

As possibilidades de diagnóstico são inúmeras quando se fala em redução de apetite. As primeiras suspeitas são problemas dentários ou relacionados à cavidade oral e verminoses, que não só reduzem o apetite como provocam considerável perda de peso”, explica Lorena Chaves Monteiro, Médica Veterinária e Professora do VET Profissional, que é Mestre em Medicina Veterinária.

Também não se deve descartar a babesiose e a teileriose quando o animal está tomado por infestação de carrapato mesmo após a pulverização de carrapaticida. Ainda suspeita-se de algumas patologias metabólicas, como síndrome metabólica equina.

A primeira etapa do exame físico geral é a inspeção por alterações visíveis a olho nu. Deve-se buscar por feridas, lesões, assimetria, aumento de volume e qualquer outra anormalidade na cabeça, nos membros, região torácica, região abdominal e região perineal. É importante, ainda, avaliar o escore corporal do paciente.

O passo seguinte é a auscultação do sistema cardiorrespiratório e sistema gastrointestinal, a qual deve ser realizada nos dois antímeros.

Já a palpação inclui não só o toque de todo o corpo do paciente e dos linfonodos superficiais, como também a inspeção dos pavilhões auriculares e das mucosas nasal, oculares, oral, anal e vaginal e a aferição da temperatura corporal por via retal.

O exame específico focará a avaliação da cavidade oral e palpação transretal. A cavidade oral deve ser inspecionada em busca de corpos estranhos, presença de úlceras, pontas de esmalte dentário, halitose, entre outros.

Antes de começar o próximo procedimento, é importante coletar uma amostra fecal diretamente da ampola retal para enviar para análise parasitológica em laboratório.

Prosseguindo, deve-se realizar a palpação transretal, avaliando macroscopicamente o excesso de fezes retirado, quanto ao aspecto, odor, consistência, teor de umidade, textura etc. Ao apalpar, observar qualquer alteração possível nos componentes do trato intestinal.

É necessário coletar sangue para hemograma e exame bioquímico, este principalmente para a avaliação das funções renais e hepáticas.

Deve-se também coletar uma amostra de sangue da ponta da orelha para a realização de um esfregaço sanguíneo para pesquisa de hematozoários.

O resultado dos exames laboratoriais possibilita o fechamento de diagnóstico.


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