Características das vértebras torácicas de animais domésticos

As vértebras torácicas apresentam uma elevação óssea bem mais desenvolvida que as outras vértebras e possui uma articulação com a costela que é própria somente dessa vértebra

Características das vértebras torácicas de animais domésticos

As vértebras torácicas apresentam uma elevação óssea bem mais desenvolvida que as outras vértebras, chamado de processo espinhoso. Uma outra característica da vértebra torácica é que ela possui uma articulação com a costela que é própria somente dessa vértebra.

O número de vértebras torácicas é extremamente variável em todas as espécies”, explica Marcelo Lopes de Santana, Médico Veterinário e professor do VET Profissional, que é Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Morfologia Animal. O equino é constituído de dezoito vértebras torácicas, que se articulam com dezoito pares de costelas. Já no suíno, são em torno de quatorze ou quinze vértebras torácicas, passando pelo ruminante, que são treze vértebras torácicas e os cães com esse mesmo número.

Em relação à costela, ela fornece uma proteção para o tórax, protegendo os órgãos torácicos e parte dos órgãos abdominais. A porção da costela que está em contato com as vértebras torácicas é chamada de extremidade vertebral, e a porção que está em contato com o esterno, na parte mais ventral, é chamada de extremidade esternal. A costela possui uma parte óssea, e também tem a cartilagem costal, que vai estar em contato direto com o esterno.

A vértebra torácica, assim como as vértebras cervicais, dá continuidade à coluna vertebral. Além disso, tem uma característica própria de ter um processo espinhoso extremamente desenvolvido.

Outra característica própria da vértebra torácica são os pontos de articulação com a costela. Observando as duas vértebras em um bovino, temos um ponto de articulação na vértebra mais caudal, outro ponto de articulação com a costela, e um terceiro ponto de articulação com uma terceira costela. A cada duas costelas, podemos falar que existe contato com três pares, pois temos um antímero e outro antímero também se repete. Então, são três pares de costelas que se articulam a cada duas vértebras torácicas.

A depressão, que é o ponto de articulação com a costela, é chamada de fóvea costal. Na face cranial da costela, na lateral da extremidade cranial da vértebra, está a fóvea costal cranial. No processo transverso da vértebra, se encontra um ponto de articulação que foi chamado de fóvea costal transversa. E a terceira fóvea, em contato com a costela, na extremidade caudal, é denominada fóvea costal caudal.

Além dessas estruturas, as outras que estão presentes na vértebra torácica são comuns às outras vértebras da coluna vertebral.


Aprenda mais sobre esse assunto na área Anatomia Veterinária – Osteologia e Miologia de Animais Domésticos do VET Profissional, com o Prof. Dr. Marcelo Lopes de Santana, Doutor em Morfologia Animal pela Universidade Federal de Viçosa e Mestre em Medicina Veterinária também pela Universidade Federal de Viçosa. O VET Profissional é a plataforma de aperfeiçoamento mais completa para Médicos Veterinários e estudantes de Veterinária, com milhares de vídeos e centenas de livros digitais, para aprender rápido e salvar mais vidas. Tenha acesso ilimitado a centenas de aulas práticas, cursos online, casos clínicos e casos cirúrgicos na palma da sua mão!

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