Clostridioses em caprinos: doenças bacterianas de alta mortalidade

As Clostridioses são um complexo de enfermidades que ocorrem de forma muito rápida e fatal, e são causadas por bactérias do gênero Clostrídios

Clostridioses em caprinos: doenças bacterianas de alta mortalidade   Artigos VetProfissional

As Clostridioses são um complexo de enfermidades que ocorrem de forma muito rápida e fatal em caprinos, e são causadas por bactérias do gênero Clostrídios. Essas bactérias têm capacidade de esporulação, e são encontradas nas fezes dos animais, no solo, entre outros, explica Dra. Magna Coroa Lima, Médica Veterinária e Professora do VET Profissional, que é Doutora em Medicina Veterinária e Mestre em Zootecnia. Esse complexo de doenças se divide em: Clostrídios invasores de tecidos e Clostrídios produtores de toxinas.

I- Clostrídios invasores de tecidos


1 - Manqueira (Carbúnculo Sintomático): C. chauvoei.

• Doença Infecciosa aguda (manqueira);
• Características: inflamação muscular, alta mortalidade, toxemia;
• Infecção endógena: infecção umbigo, alimentos contaminados, entre outros.

Sinais Clínicos da Manqueira:

• Claudicação grave.
• Enfisema: bolhas.
• Volume muscular aumentado e muita dor.
• Morte em 12 a 36 horas.
• Febre, apatia, falta de apetite.

2 - Edema Maligno: C. sordelli, C. septicum.

• Doenças Fatal e rápida.
• Infecção aguda que ocorre após procedimentos de castração, vacinação e descorna.
• “Cabeça Inchada”: edema na face
• Toxinas: causam edema, necrose e gangrena.

Sinais clínicos do Edema Maligno:

• Inflamação local, febre, tremores, fraqueza.
• Edema: cabeça, pescoço e pulmões.
• Morte: 24 a 48 horas.
• Odor ruim: putrefação.

II- Clostrídios produtores de toxinas


1 - Enterotoxemia: C. perfringens, Tipo D.

• Distúrbio alimentar: alta concentração de amido nos alimentos que estimulam a proliferação da bactéria C. perfringens tipo D.

2. Tétano: C. tetani.

3. Botulismo: C. botulini.

Tratamento dos Clostrídios produtores de toxinas:
• Para essas doenças não há tratamento, os animais, geralmente têm morte súbita.

Profilaxia:
• Adotar técnicas assépticas. No caso da Enterotoxemia, deve-se adotar um manejo alimentar adequado;
• Utilizar soro antitetânico pelo menos uma semana antes de qualquer cirurgia.

Vacinação:
• Deve ser feita anualmente: as vacinas normalmente são polivalentes;
• Vacinar as fêmeas gestantes quatro semanas antes do parto e os filhotes com dois meses de idade;
• Vacinar os animais em casos de surtos.


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