Como avaliar o esôfago de um cão? Com inspeção e palpação!

Como avaliar o esôfago de um cão? Com inspeção e palpação do esôfago cervical, técnicas que permitem ao Veterinário visualizar externamente aumentos de volume e outras alterações visíveis

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Como avaliar o esôfago de um cão? Com inspeção e palpação do esôfago cervical, técnicas que permitem ao Médico Veterinário visualizar externamente aumentos de volume e outras alterações visíveis no esôfago.

A palpação ocorre a partir da glote e desce pelo esôfago. Durante esta ação, o médico deve sentir se existe algum tipo de massa ou corpo estranho que dificultando a passagem do alimento no animal. O exame também demonstra o nível de sensibilidade do animal na região do esôfago.

A avaliação do abdômen de cães inicia-se observando a conformação do abdômen com o objetivo de visualizar aumentos de volume. Na posição quadrupedal, é possível perceber abaulamentos no abdômen quando existe acúmulo de líquido, a presença de massas dentro da cavidade abdominal e, até mesmo, o espessamento do útero no caso de doenças uterinas.

Após essa primeira inspeção, inicia-se a palpação das sub-regiões do abdômen. Didaticamente, a Profa. Waleska de Melo, Médica Veterinária e professora do VET Profissional, que é Doutora em Patologia Clínica Animal, demonstra a subdivisão das regiões do abdômen propensas à inspeção e palpação.

- Sub-região epigástrica
Na sub-região epigástrica, apalpamos o estômago e o fígado. No entanto, o estômago é pouco palpável quando está vazio. Quando está cheio e havendo acúmulo de líquidos ou quando há presença de massa, o médico poderá senti-lo: uma estrutura curva localizada embaixo e no meio das costelas.

- Sub-região mesogástrica
Na sub-região mesogástrica é onde o médico observará o intestino delgado, atendando não apenas para a presença de massa, mas também para a presença de líquido na região.

- Sub-região hipogástrica
Na sub-região hipogástrica, a última região abdominal do cão a ser palpada, o médico examina a consistência e o tamanho do intestino grosso e o reto do animal, verificando sempre se há algum tipo de alteração.

Ao sentir algum tipo de dor ou desconforto, o animal tem por hábito contrair a musculatura do abdômen e a palpação do médico torna-se impossível de ser realizada.


Aprenda mais sobre esse assunto na área Semiologia Veterinária do VET Profissional, com os professores: Prof.ª Dr.ª Kelly Cristine de Sousa Pontes, Pós-doutora em Medicina, na área de Oftalmologia e Oncologia, pela Leiden University – Holanda e Doutora em Cirúrgicas e Anestésicas Aplicadas aos Animais, pela Universidade Federal de Viçosa; Prof.ª Dr.ª Waleska de Melo, Doutora em Patologia Clínica Animal pela Universidade Federal de Viçosa e Mestre pela Universidade Federal de Viçosa; Prof.ª M.ª Ludmila Souza, Mestre em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Viçosa; Prof.ª Dr.ª Raffaella Bertoni, Pós-doutora na área de Biologia Molecular Equina pela University of Minnesota, Mestre em Clínica Veterinária pela University of Minnesota e PhD em Clínica Veterinária pela University of Minnesota; Prof. M.e Gustavo Carvalho Cobucci, Mestre em Clínica Médica e Cirúrgica de Cães e Gatos pela Universidade Federal de Viçosa.
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