Conheça as características que o macho deve apresentar para ser um rufião

Exitem diferentes técnicas para a confecção de rufiões, todas com suas vantagens e desvantagens, mas é preciso se atentar para a seleção do macho

Rufião detectando fêmea no cio

Identificar o cio das cabras é uma etapa decisiva para que a inseminação artificial seja bem-sucedida, pois de nada adiantam as técnicas reprodutivas mais modernas se estas não explorarem com precisão o momento em que os animais estão aptos à fecundação. Essa identificação é mais acurada mediante o método da rufiagem, pois como muitas fêmeas apresentam estro curto ou fraco, contar apenas com um funcionário para observar e anotar os sinais de cio pode não ser eficiente. Assim, ao aceitar a monta do rufião, sabe-se que elas estão no momento oportuno para serem inseminadas.

Em termos didáticos, os rufiões são machos não castrados incapazes de fecundar. Eles são importantes não apenas para a identificação do cio, mas também para estimularem as fêmeas, tanto as paridas quanto as primíparas que estão entrando na puberdade, a retornarem/entrarem em estro mais precocemente. Exitem diferentes técnicas para a confecção de rufiões, todas com suas respectivas vantagens e desvantagens. Contudo, primordialmente, é preciso se atentar para a seleção do macho, pois suas características definirão seu desempenho como rufião. Devem ser observados:


- Condições sanitárias: o macho candidato a rufião deve ser saudável e não portar doenças, principalmente as sexualmente transmissíveis, para não haver chances de contaminação entre no rebanho.

- Libido: em condições físicas ideais, o macho, que já deverá ter atingido a puberdade, deve apresentar uma libido forte para que seja mais efetivo na detecção dos estros.

- Escore corporal: ele deve apresentar boas condições corporais, uma vez que baixos níveis nutricionais interferem na intensidade da libido.

- Temperamento: deve ser calmo, pois usualmente será manuseado com frequência pelos funcionários da propriedade.

- Idade: animais jovens apresentam menos complicações no pós-operatório.

- Tamanho: o macho deve ser de tamanho médio, pois, se for grande demais, pode machucar as fêmeas no momento da monta e, se pequeno demais, não conseguirá montá-las.

- Cor da pelagem: sempre que possível, o animal escolhido deve ter pelos de cores diferentes das fêmeas do rebanho para facilitar a sua identificação à distância.

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