Conheça os cuidados técnicos durante a celiorrafia que podem garantir o sucesso de uma cirurgia

Celiorrafia é a sutura da cavidade abdominal, de modo que é o procedimento que finaliza a celiotomia

Celiorrafia finalizada com sucesso em um cão
 

Celiotomia é o termo que designa a incisão na cavidade abdominal. Equivocadamente, muitos profissionais a chama de laparotomia, nomenclatura até mais utilizada atualmente, porém que corresponde à incisão na região do flanco. Celiorrafia, por sua vez, é a sutura da cavidade abdominal, de modo que é o procedimento que finaliza a celiotomia.

Evidentemente, o sucesso de uma cirurgia depende de diversos fatores, que vão desde aqueles que não são controlados pelo cirurgião, como as condições físicas e nutricionais do animal em operação, quanto os que estão totalmente sob sua responsabilidade, como a assepsia do ambiente e instrumentação, paramentação adequada de toda a equipe e realização correta das manobras cirúrgicas. Sobre esta última, infelizmente, não são raros os insucessos causados por erros dos cirurgiões.

Em Medicina Veterinária, a maioria das cirurgias realizadas em pequenos animais requer a abertura do abdômen, sendo a linha mediana ventral a região mais eletiva. Pelo fato de a celiotomia ser um procedimento extremamente invasivo, alguns cuidados técnicos na celiorrafia devem receber atenção para que sérias complicações pós-cirúrgicas, como hérnias incisionais e eviscerações, sejam evitadas. Alguns deles são:

- Considerar a espécie e a raça do paciente ao decidir o tipo da sutura e o espaçamento entre os pontos, pois nem sempre o indicado para gatos é o ideal para cães. Embora pareça óbvio, muitos veterinários pecam ao preferir técnicas que usam mais rotineiramente, desconsiderando outras manobras com as quais não estão familiarizados. O mesmo bom senso deve ser aplicado para diferenciar casos de animais da mesma espécie e raça, porém em pesos sadios e obesos.

- Escolher adequadamente o material das suturas profundas, de modo a saber diferenciar os fios de maior e menor tempo de absorção pelo organismo para que a sutura não esmoreça antes do tempo necessário.

- Cuidar para que as aparas de linha não caiam dentro da cavidade abdominal.

- Prezar pela eliminação de espaços mortos. Muitos cirurgiões, por pressa de finalizar o procedimento, ignoram a sutura do subcutâneo, julgando suficientes as suturas da fáscia muscular e pele.

- Analisar, ao finalizar a sequência de suturas de um plano anatômico, a existência de espaço demasiado entre um ponto e outro e a necessidade de uma sutura adicional para eliminação desse espaço.

- Realizar tração moderada sobre o fio de sutura, pois pontos apertados podem ocasionar isquemias e necrose tecidual.


Não se deve esquecer que os tutores de pets, devido à leigalidade no assunto, julgarão o trabalho realizado na cirurgia de acordo com a boa recuperação de seu animal de estimação e, sobretudo, pelo aspecto visual final da cicatriz cirúrgica, que, de fato, será muito melhor caso o cirurgião seja um profissional de excelência.

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