Eutanásia animal. Quando indicar?

O Guia Brasileiro de Boas Práticas Para Eutanásia em Animais define eutanásia como a indução da cessação da vida animal, por meio de métodos tecnicamente aceitáveis e cientificamente comprovados, observando sempre os princípios éticos

Quando indicar a eutanásia animal?   Artigos VetProfissional

O Guia Brasileiro de Boas Práticas Para Eutanásia em Animais define eutanásia como “[...] a indução da cessação da vida animal, por meio de métodos tecnicamente aceitáveis e cientificamente comprovados, observando sempre os princípios éticos”. Logo, esse procedimento preza pelo respeito ao animal e à ética, explica Luís Eugênio Franklin Augusto, professor do VetProfissional.

A eutanásia é indicada quando:


- O bem-estar animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor e/ou o sofrimento dos animais, sensações que não podem ser controladas por meio de analgésicos, sedativos ou de outros tratamentos;
- O animal constituir ameaça a saúde pública devido a doenças, por exemplo;
- O animal constituir risco a fauna nativa ou ao meio ambiente;
- O animal for objeto de ensino ou pesquisa;
- O tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o animal se destine, ou com os recursos financeiros do proprietário.

Escolha do método de eutanásia


Para escolha do método de eutanásia que será utilizado, deve-se considerar a espécie do animal, a idade, o estado fisiológico, os meios disponíveis, a capacidade técnica do executor e o número de animais. O método deve ser:
- Compatível com os fins desejados, e embasado cientificamente;
- Seguro para quem o executa;
- Realizado com maior grau de confiabilidade possível, comprovando-se sempre a morte do animal;
- Aprovado institucionalmente pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), quando for para fins científicos.

Além do que foi apontado, deve-se observar também os Princípios de Bem-Estar Animal, relevantes para a eutanásia, que são:


- Elevado grau de respeito aos animais;
- Ausência ou redução máxima de desconforto e dor;
- Inconsciência imediata seguida de morte;
- Ausência ou redução máxima de medo e ansiedade;
- Segurança e irreversibilidade;
- Ser apropriado para a espécie, a idade, e para o estado fisiológico dos animais em questão;
- Ausência ou mínimo impacto ambiental;
- Ausência ou redução máxima de riscos aos presentes durante o ato;
- Treinamento e habilitação dos responsáveis por executar o procedimento de eutanásia para agir de forma humanitária, sabendo reconhecer o sofrimento, grau de consciência e morte do animal;
- Ausência ou redução máxima de impactos emocionais ou psicológicos negativos em operadores e observadores.

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