Fêmeas equinas: conheça 7 sinais clínicos de alterações no sistema reprodutor das éguas

O sistema reprodutor tem a importante função de garantir a perpetuação das espécies por meio da gestação

Fêmeas equinas: conheça 7 sinais clínicos de alterações no sistema reprodutor das éguas

O sistema reprodutor tem a importante função de garantir a perpetuação das espécies por meio da gestação. “Quando se trata de fêmeas equinas, o conhecimento da anatomia desse sistema é indispensável para conseguir identificar anormalidades ao executar a palpação retal no exame físico”, explica Kelly Cristine de Sousa Pontes, Médica Veterinária e professora do VET Profissional, Pós-doutora em Medicina, na área de Oftalmologia e Oncologia e Doutora em Cirúrgicas e Anestésicas Aplicadas aos Animais.

Os principais sinais clínicos de alterações no sistema reprodutor de éguas são:

- Comportamento masculinizado: casos em que éguas assumem comportamentos de garanhões. São sinais associados à agressividade e territorialismo, que podem ter origem hormonal, frequentemente causados por problemas do trato reprodutivo, tais como: tumores ovarianos e cistos ovarianos.

- Anestro prolongado: a fase de anestro ocorre normalmente no período de maio a agosto. Nesse caso, ela se estende por um tempo maior, podendo passar de setembro e chegar, até mesmo, a dezembro.

- Ciclos irregulares: ocorre quando o ciclo dura muito mais de 21 dias. Há casos de animais com cistos foliculares cujos ciclos podem chegar a 40 dias. Isso atrapalha procedimentos reprodutivos nos haras, principalmente devido à transferência de embrião, levando à queda na taxa de formação e coleta de embriões.

- Ninfomania: existem casos de animais que apresentam libido exagerado, não apenas garanhões, mas também éguas. Eles tornam-se agressivos e montam os demais. É sempre recomendável investigar o porquê desse comportamento de libido exacerbado, que podem ser causado por: cistos ovarianos e tumores.

- Defeitos anatômicos da genitália externa: em fêmeas pluríparas, é comum haver lacerações de cérvix e laceração de vulva, prejudicando futuros partos. O médico deve observar se a parte da vulva, clitóris e cérvix estão íntegras e anotar se houver cicatrizes ou algum histórico de defeito anatômico.

- Aumento de volume no períneo ou projeções anormais exteriorizadas pela vulva: casos de prolapso uterino em que o útero é expulso através da vagina durante o trabalho de parto podem levar à contaminações no útero, predispondo a endometrites e prejuízos vasculares do útero.

- Distensão abdominal e dor: durante a anamnese, deve-se sempre diferir os sinais de dor e identificar sua origem, se é uma síndrome cólica do trato reprodutivo, ou se a distensão abdominal tem origem no trato
digestório.


Aprenda mais sobre esse assunto na área Semiologia Veterinária do VET Profissional, com os professores: Prof.ª Dr.ª Kelly Cristine de Sousa Pontes, Pós-doutora em Medicina, na área de Oftalmologia e Oncologia, pela Leiden University – Holanda e Doutora em Cirúrgicas e Anestésicas Aplicadas aos Animais, pela Universidade Federal de Viçosa; Prof.ª Dr.ª Waleska de Melo, Doutora em Patologia Clínica Animal pela Universidade Federal de Viçosa e Mestre pela Universidade Federal de Viçosa; Prof.ª M.ª Ludmila Souza, Mestre em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Viçosa; Prof.ª Dr.ª Raffaella Bertoni, Pós-doutora na área de Biologia Molecular Equina pela University of Minnesota, Mestre em Clínica Veterinária pela University of Minnesota e PhD em Clínica Veterinária pela University of Minnesota; Prof. M.e Gustavo Carvalho Cobucci, Mestre em Clínica Médica e Cirúrgica de Cães e Gatos pela Universidade Federal de Viçosa.
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