Intubação orotraqueal em cães: como realizar esse procedimento?

A intubação orotraqueal é um procedimento realizado para garantir a desobstrução das vias aéreas, permitindo o fornecimento de oxigênio e outros fármacos específicos

Intubação orotraqueal em cães: como realizar esse procedimento?

A intubação orotraqueal é um procedimento realizado para garantir a desobstrução das vias aéreas, permitindo o fornecimento de oxigênio e outros fármacos específicos, como anestésicos inalatórios e outros utilizados na reanimação cardiopulmonar.

De acordo com Luís Eugênio Franklin Augusto, Médico Veterinário e Professor do VET Profissional, que é Mestre em Medicina Veterinária, “a Intubação Orotraqueal é um procedimento de extrema importância para garantir a patência das vias aéreas dos pacientes, pois permite o fornecimento de oxigênio, de anestésicos inalatórios e de fármacos específicos durante a reanimação cardiopulmonar (RCP)”.

O início da intubação é feito com a verificação do diâmetro da traqueia do paciente. O veterinário deve apalpar a traqueia e tirar uma medida subjetiva, não exata, mas que funciona para ver qual o diâmetro de sonda será utilizado.

A intubação pode ser feita nas seguintes posições:
Decúbito lateral: o procedimento de intubação pode ser feito com o animal em posição decúbito lateral. Trata-se de uma posição natural do animal após receber anestesia que facilita o manejo de animais de grande porte. Porém, com essa posição, o anestesista assume uma posição desconfortável, pois precisa ficar agachado e a luz do laringoscópio não consegue incidir sobre a região da laringe de maneira exata.

Intubação orotraqueal em cão na posicionado em decúbito lateral.

Intubação orotraqueal em cão na posicionado em decúbito lateral.

Decúbito dorsal: nessa posição o pescoço do animal está alinhado com o corpo. Porém, o anestesista assume posição desconfortável e precisa se abaixar para fazer o procedimento e a luz não incide de forma direta sobre a laringe, dificultando a visualização da passagem da sonda.

Animal posicionado em decúbito dorsal na mesa de cirurgia.

Animal posicionado em decúbito dorsal na mesa de cirurgia.

Decúbito ventral: a posição decúbito ventral nos casos de intubação é desconfortável para pacientes de grande porte ou para animais que apresentam o tórax projetado, causando certo desequilíbrio do paciente na mesa de cirurgia.

Essa posição é ideal para visualização da epiglote, laringe, aritenoides e início da traqueia, favorece a incidência da luz na laringe e na traqueia e é um posicionamento confortável do anestesista, que permanece de pé.

Cão em posição de esfinge decúbito ventral.

Cão em posição de esfinge decúbito ventral.


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