Pré-cobrição e gestações de porcas: instalações adequadas

Os aspectos construtivos das instalações diferem em cada fase de criação e devem se adequar às características físicas, fisiológicas e térmicas do animal

Pré-cobrição e gestações de porcas: instalações adequadas   Artigos VetProfissional

O sistema de produção de suínos compreende as fases de pré-cobrição e gestação, maternidade, creche, crescimento e terminação. É de muita importância que os criadores, orientados por veterinários, saibam que “os aspectos construtivos das instalações diferem em cada fase de criação e devem se adequar às características físicas, fisiológicas e térmicas do animal”, explica Mariana Costa Fausto, Médica Veterinária e professora do VET Profissional, que é Doutora em Medicina Veterinária Preventiva – Saúde Animal e Programas Sanitários e Mestre em Medicina Veterinária.

Pré-cobrição e gestação


Nessas instalações ficarão alojadas em baias coletivas, as fêmeas de reposição até o primeiro parto e as porcas a partir de 28 dias de gestação. As fêmeas desmamadas até 28 dias de gestação ficarão em boxes individuais e os machos ficarão em baias individuais.

Como devem ser as instalações


1- Ventilação
As instalações para essa fase são abertas, com controle da ventilação por meio de cortinas, contendo baias para as fêmeas reprodutoras em frente ou ao lado das baias para os machos (cachaços). Aconselha-se o uso de paredes laterais externas e internas, ripadas com placas pré-fabricadas em cimento ou outro material para obter-se boa ventilação natural no interior dos prédios.

2- Fundação
Fundação direta descontínua sob os pilares e direta contínua sob as alvenarias, ambas em concreto 1:4:8 (cimento, areia e brita). Nos boxes individuais de gestação, o piso deve ser parcialmente ripado, enquanto nos boxes dos machos e de reposição, pode-se adotar o piso compacto ou parcialmente ripado.

3- Piso
Piso compacto de 6 a 8 cm de espessura em concreto 1:4:8 com revestimento de argamassa 1:3 ou 1:4 (areia média) com declividade de 2% no sentido das canaletas de drenagem. O piso áspero danifica o casco do animal e o piso excessivamente liso dificulta o ato de levantar e deitar.

4- Comedouros, bebedouros e coletor de dejetos
Os comedouros e bebedouros são instalados na parte frontal da baia e na parte traseira é construído um canal coletor de dejetos. A canaleta de drenagem pode ser externa à baia, com largura de 30 a 40 cm, ou na parte interna da baia com largura de aproximadamente 30% do comprimento da baia e com declividade suficiente para não permanecer dejetos dentro da mesma. O fechamento da canaleta poderá ser de ferro ou de concreto.

Observação:


Nas baias coletivas pode-se usar o piso compacto ou 2/3 compacto e 1/3 ripado, bebedouro tipo concha e comedouro com divisórias para cada animal.

Recomendações para orientação de projetos para as fases de gestação, pré-cobrição e de macho. 

Foto: Recomendações para orientação de projetos para as fases de gestação, pré-cobrição e de macho VetProfissional


Aprenda mais sobre esse assunto na área Suínos – Produção e Principais Doenças do VET Profissional, com a Prof.ª M.ª Mariana Costa Fausto, Doutora em Medicina Veterinária Preventiva – Saúde Animal e Programas Sanitários pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Mestre em Medicina Veterinária também pela UFV. O VET Profissional é a plataforma de aperfeiçoamento mais completa para Médicos Veterinários e estudantes de Veterinária, com milhares de vídeos e centenas de livros digitais, para aprender rápido e salvar mais vidas. Tenha acesso ilimitado a centenas de aulas práticas, cursos online, casos clínicos e casos cirúrgicos na palma da sua mão!

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