Pulorose, doença de alta mortalidade em granjas de aves jovens

A pulorose é uma doença de alta mortalidade, que chega a afetar 90% do plantel quando acontece

Pulorose, doença de alta mortalidade em granjas de aves jovens   Artigos VetProfissional

A pulorose é uma doença causada pela Salmonella pullorum, um bacilo imóvel sem flagelo. Afeta exclusivamente aves, principalmente as jovens, desencadeando a chamada diarreia branca bacilar. “É uma doença de alta mortalidade, que chega a afetar 90% do plantel quando acontece”, explica Prof. Marcelo Dias, do VetProfissional.


Pintinhos apresentando quadro de pulorose    Artigos VetProfissional

Quando a infecção ocorre em aves adultas, as que sobrevivem se tornam portadoras crônicas. Assim, quando um lote é afetado e 90% dele morre, o ideal é descartar todo o restante que sobreviveu para não haver riscos de infectar os novos animais adquiridos, principalmente no caso de matrizeiros.

Os sintomas da pulorose são pintinhos tristes, isolados, sonolentos, sem apetite e asas pendentes, que são os sintomas de quase todas as doenças aviárias, o que explica a importância do suporte de um laboratório de análises para a avicultura. Nas aves adultas, o único sintoma é a postura irregular. Quando se realiza a necropsia, as lesões observadas em casos de infecção por Salmonella pullorum são, em aves jovens, fígado congesto, nódulos brancos no pulmão e no trato digestivo. Em aves adultas, lesões no ovário.


Fígado lesionado pela purolose   Artigos VetProfissional

O diagnóstico é realizado por sorologia, por meio de soroaglutinação rápida, soroaglutinação lenta em tubos e teste ELISA, PCR ou por meio de exames em que se envia ao laboratório os órgãos (baço, fígado, ovário, conteúdo intestinal e saco da gema) para o isolamento do micro-organismo e bacteriologia.

O tratamento com antibióticos para pulorose, como sulfonamidas, nitrofuranos, cloranfenicol, enrofloxacina, clortetraciclina e apramicina, pode reduzir a mortalidade, mas não o estado portador. Também, há relatos na literatura em que, durante a administração do medicamento, os sintomas somem, mas, dias depois, a doença retorna com mais força ainda. Por isso, do ponto de vista epidemiológico, por segurança avícola, o ideal é sacrificar todo o lote.

Visto isso, o melhor combate à doença é por meio da prevenção e controle, de modo que se dão, sobretudo, com aquisição de aves sadias, higiene e limpeza adequada do ambiente, fornecimento de rações peletizadas, adição de ácidos orgânicos e monitoramento microbiológico de rotina.

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