Tamanduá-mirim: Sr. Veterinário, como realizar o atendimento desse animal?

Os animais silvestres são avaliados fisicamente da mesma forma que se avalia um animal doméstico

Tamanduá-mirim: Sr. Veterinário, como realizar o atendimento desse animal?

A avaliação física do tamanduá-mirim deve ser feita da mesma forma que a avaliação de um animal doméstico. É importante que todos os equipamentos que serão utilizados já estejam prontos na hora do exame para que a contenção física do paciente seja rápida e objetiva, diminuindo, assim, o estresse.

Como a defesa do tamanhuá-mirim está nas suas garras, é preciso imobilizá-lo de forma a prevenir esse tipo de ataque, caso contrário não será possível a realização do exame físico”, explica Letícia Bergo Coelho Ferreira, Médica Veterinária e Professora do VET Profissional, que é Mestra em Morfofisiologia dos Animais Domésticos e Selvagens.

Para pegar o animal, será necessário se proteger usando um par de luvas de raspa de couro e, para conter suas garras, é usado esparadrapo, formando uma espécie de luva no animal.

Para tamanduás, não existem informações de parâmetros populacionais para se basear no momento do exame, mas é possível encontrar relatos individuais de veterinários que trabalham em zoológicos, organizações de proteção animal, entre outros. O ideal é fazer avaliações físicas frequentes no paciente para se definir qual o seu parâmetro de normalidade de temperatura, frequência cardíaca etc. e manter o registro dos dados coletados.


Aferição da frequência cardíaca: Posicionar o estetoscópio no lado esquerdo do tórax e contabilizar as batidas do coração por um minuto. É importante lembrar que o animal provavelmente estará com a frequência cardíaca alta devido ao estresse provocado pelo exame.

Aferição da frequência respiratória: Essa aferição deve ser feita a distância, observando o tórax do paciente. Isso é importante porque o número de aspirações do animal se altera quando próximo a pessoas e outros animais em virtude do hábito de farejar.

Aspectos gerais: No caso do tamanduá, é importante observar os aspectos gerais: da língua; das narinas; dos globos oculares; das orelhas; da pele do corpo todo e dos linfonodos por meio de palpações; da integridade e movimento dos membros e cauda; dos órgãos genitais.

Para finalizar, é importante a pesagem e a aferição da temperatura retal. No caso, os tamanduás possuem temperatura corporal mais baixa que os outros mamíferos, variando entre 32 e 35°C.


Aprenda mais sobre esse assunto na área Clínica e Manejo de Animais Silvestres e Pets Exóticos do VET Profissional, com a Prof.ª M.ª Letícia Bergo Coelho Ferreira, Mestra em Morfofisiologia dos Animais Domésticos e Selvagens. O VET Profissional é a plataforma de aperfeiçoamento mais completa para Médicos Veterinários e estudantes de Veterinária, com milhares de vídeos e centenas de livros digitais, para aprender rápido e salvar mais vidas. Tenha acesso ilimitado a centenas de aulas práticas, cursos online, casos clínicos e casos cirúrgicos na palma da sua mão!

 

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