Existe pediatria para cães e gatos? Sim!

Os filhotes precisam visitar um médico veterinário ainda na primeira semana de vida

Existe pediatria para cães e gatos sim!   VetProfissional


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, nosso país conta com mais cães do que crianças em casa. São 44,3% de domicílios de áreas urbanas que dispõem de pelo menos um animal, contra 38,1% dos que possuem crianças. E os gatos não ficam para trás: são mais de 22 milhões de felinos espalhados por todo o país.

Gustavo Carvalho Cobucci e Rodrigo Horta, professores do VetProfissional, explicam que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os veterinários também possuem especialização, podendo, uma delas, ser a pediatria, que atende a filhotes de cães e gatos até completarem um ano de idade.

A especialização veterinária obteve maior expressividade após a observação de um aumento no índice de mortalidade de filhotes, uma vez que esses animais requerem atenção especial, por serem mais sensíveis e ainda não possuírem um sistema imunológico “completo”.

Filhotes precisam de estar em um espaço limpo, seco, que não haja grandes correntes de ar e devem, também, receber amamentação correta, para que consigam se desenvolver por completo e se tornarem menos vulneráveis.

O médico veterinário pediatra precisa estar capacitado, conhecendo minuciosamente os assuntos relacionados ao desenvolvimento do filhote, como o peso, aspectos fisiológicos, amamentação e alimentação, além de estar preparado, também, para diagnosticar as principais doenças que podem atingir o animal durante essa fase.

Doenças virais são muito comuns e podem levar o filhote à morte em questão de pouco tempo. A vacinação é a melhor forma de evitá-las, sendo fundamental seguir as orientações do veterinário para todas as doses que sejam necessárias.

O filhote deve visitar o veterinário ainda na primeira semana de vida. Isso, porque, nessa consulta, o pediatra conseguirá avaliar o filhote, examinar a existência de possíveis doenças congênitas e acompanhar o desenvolvimento dele, além de orientar sobre vermifugações, vacinas, alimentação e outros assuntos relacionados às primeiras etapas da vida desses filhotes.

Outro ponto também crucial é o controle parasitário. Somente o médico veterinário é capaz de indicar doses e intervalos adequados para a desverminação dos animais. É fundamental, ainda, cuidar para que os animais não sejam contaminados por pulgas e carrapatos, que podem transmitir doenças graves e mortais.

Nessa primeira etapa da vida do animal, a castração é recomendada. Esse procedimento precoce reduz a incidência de tumores que tenham relação com hormônios e doenças reprodutivas, principalmente nas fêmeas. Também auxilia na eliminação de comportamentos considerados indesejados, como é comum em machos urinar para “demarcar território”.

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Fontes: Revista Veterinária – revistaveterinaria.com.br
Folha do Sul – jornalfolhadosul.com.br
por Renato Rodrigues

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