Necropsia em suíno: avaliação da carcaça

A necropsia tem por objetivo investigar toda a carcaça, em busca de anormalidades que justifiquem a morte do animal

Necropsia em suíno: avaliação da carcaça

Na necropsia, todas as estruturas que compõem o organismo do animal são detalhadamente investigadas em busca de anormalidades que corroborem para elucidação do diagnóstico post mortem.

Mas afinal, o que pode ser considerado carcaça? “É considerada carcaça a peça que sobra depois de ser retirados todos os órgãos internos, ficando a cabeça, todos os ossos, músculos, cérebro e medula espinhal”, explica o Dr. João Paulo Machado, professor do VET Profissional.

Na avaliação geral da carcaça, deve-se prestar bastante atenção no estado nutricional do cadáver, a coloração, lesões aparentes, fraturas, edemas, hematomas e tudo o que for observável externamente.

Cadáver apresentando edema de pálpebra: suspeita de colibacilose.

Cadáver apresentando edema de pálpebra: suspeita de colibacilose.


Avaliação dos linfonodos e das glândulas salivares
Inicialmente, avaliam-se os linfonodos que restaram na carcaça, como os inguinais, axilares, pré-escapulares, submandibulares e cervicais. Os linfonodos preconizados para avaliar as linfadenopatias dos suínos são os submandibulares e os inguinais.

Avaliação do sistema locomotor
Na sequência, para verificar o grau de mineralização do tecido ósseo do cadáver, é necessário realizar o teste de caquexia. Para isso, deve-se dissecar alguns ossos costais (costelas) e forçá-los para trás: se esses ossos dobrarem com facilidade em vez de quebrarem produzindo o característico som de galho seco, muito provavelmente esse animal não estava com o grau de calcificação de matriz óssea desejável.

Teste de caquexia.

Teste de caquexia.


A avaliação da musculatura é basicamente uma inspeção visual no qual se observa a sua coloração (palidez pode indicar anemia ou hipovolemia; tom fortemente avermelhado pode ser envenenamento ou processo de choque séptico; e amarelamento, icterícia) e a presença de cisticercos intramusculares.

Quanto às articulações, os suínos apresentam lesões principalmente nas femorotibiopatelar (joelho) e radioulnar (cotovelo). Assim, é preciso inspecioná-las, sobretudo em busca de sinais de artrites sépticas.

Uma articulação saudável possui três características superficiais: é lisa, brilhante e branca. Além disso, a quantidade de líquido sinovial em seu interior também deve ser verificado, pois o normal é um volume que não flua no momento da abertura.


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