Ovinos: nutrição e alimentação em pasto

O manejo alimentar é muito importante, uma vez que o maior gasto de uma propriedade é com a alimentação animal

Ovinos: nutrição e alimentação em pasto

A alimentação é a base da criação comercial animal, especialmente de ovinos. Dentre os fatores que potencializam a produção, ela é a mais onerosa e a que exige mais cuidados de manejo diários e por fases da vida do animal. Por isso, o planejamento alimentar evita desperdícios.

O desequilíbrio nutricional é o causador de muitos problemas de saúde, doenças e complicações no desenvolvimento dos animais; sem nutrição adequada, o ganho de peso não acontece de forma tão eficiente quanto se deseja”, explica Magna Coroa Lima, Médica Veterinária e Professora do VET Profissional, que é Mestre em Zootecnia e Doutora em Medicina Veterinária. Assim, deve se atentar para o que os ovinos comem e quanto comem é fundamental.

Quando falamos de pasto, devemos ter em mente que as forrageiras são a principal fonte de energia e proteína dos animais ruminantes e é o meio mais barato e fácil para se obter esses nutrientes.

O manejo da pastagem é uma atividade de extrema importância nos sistemas extensivos e semiextensivos, pois ações como irrigação, adubação, calagem e outras mais afetam diretamente a composição da forrageira. Outros fatores que ainda fazem parte desse manejo e interferem no desenvolvimento produtivo dos animais é a observação da altura do capim na entrada e saída dos animais nos piquetes e o respeito às taxas de lotação.

Para algumas categorias, como os ovinos em fase de mantença, um pasto de boa qualidade é suficiente para suprir todas as suas necessidades nutricionais, obviamente contando com o fornecimento obrigatório de água à vontade e sal mineral. Entretanto, na época seca e onde as pastagens não são irrigadas, os animais necessitam de suplementação no cocho.

Um problema da criação de ovinos em pasto que necessita de ações de manejo eficientes é a verminose, a qual causa alta mortalidade em ovinos e caprinos. O sistema de rotação ajuda a minimizar esse transtorno se os animais não permanecerem no piquete por mais de 5 dias. Além disso, não ter uma taxa de lotação alta também é uma medida de controle de verminoses, pois quando há muitos animais em um espaço reduzido, a pastagem é mais contaminada e a ingestão de ovos e larvas é mais frequente.


Aprenda mais sobre esse assunto na área Ovinocultura - Produção e Principais Doenças do VET Profissional, com a Prof.ª Dr.ª Magna Coroa Lima, Doutora em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Viçosa e Mestre em Zootecnia pela mesma instituição. O VET Profissional é a plataforma de aperfeiçoamento mais completa para Médicos Veterinários e estudantes de Veterinária, com milhares de vídeos e centenas de livros digitais, para aprender rápido e salvar mais vidas. Tenha acesso ilimitado a centenas de aulas práticas, cursos online, casos clínicos e casos cirúrgicos na palma da sua mão!

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