Sr. Veterinário: entenda um pouco mais sobre as interações medicamentosas

A interação medicamentosa ocorre entre medicamento-medicamento, medicamento-alimento ou medicamento-drogas. Caracteriza-se pela interferência na absorção, ação ou eliminação de outro medicamento

Sr. Veterinário: entenda um pouco mais sobre as interações medicamentosas   VetProfissional

 

A interação medicamentosa é um evento clínico que pode ocorrer entre medicamento-medicamento, medicamento-alimento ou medicamento-drogas, caracterizando-se pela interferência na absorção, ação ou eliminação de outro medicamento, explica Profa. Waleska Dantas, do VetProfissional.

Formas de ocorrência


1. Sinergismo: efeito de dois medicamentos que ocorre na mesma direção.

• Sinergismo por adição → o efeito combinado de dois medicamentos é igual à soma dos efeitos isolados de cada um deles. Exemplo:
Medicamento Drontal: controle de endoparasitos que acometem cães. Possui 3 princípios ativos diferentes (praziquantel, pamoato de pirantel, febantel) e cada componente atua de forma isolada em seu respectivo verme dentro do organismo do cão. Uma ação não atrapalha a outra.

• Sinergismo por potenciação → o efeito combinado de dois medicamentos é maior do que a soma dos efeitos isolados; os medicamentos não utilizam o mesmo mecanismo de ação, a potencialização ocorre por interferência na absorção, biotransformação ou eliminação. Exemplo:
Medicamento Trissulfin: antimicrobiano injetável. Composto por 2 princípios ativos (sulfadimetoxina e trimetoprin) que trabalham juntos, uma droga potencializa o efeito da outra.

» Sulfadimetoxina → antibacteriano que interfere na síntese de DNA da bactéria.
» Trimetoprin → potencializa o efeito da sulfadimetoxina.

2. Antagonismo: interação de dois medicamentos que pode levar, também, à diminuição ou anulação completa dos efeitos de um deles.

• Antagonismo farmacológico competitivo: há competição pelo mesmo receptor → impede ou dificulta a formação do complexo agonista-receptor.

• Antagonista farmacológico não competitivo:

» O aumento do agonista não desfaz o bloqueio do antagonista.
» O antagonista impede em algum ponto a cascata de eventos farmacológicos.

• Antagonismo farmacológico parcial reversível: dois medicamentos são agonistas, porém, com capacidades diferentes de desencadear efeitos farmacológicos, o agonista menos eficaz atua como antagonista.

• Antagonismo farmacológico irreversível: o antagonista se dissocia lentamente ou não dos receptores, mesmo aumentando a concentração do agonista, ele não chega ao efeito máximo.
Exemplo:
Medicamentos Trissulfin e Zelotril: duas drogas diferentes com mecanismos de ação semelhantes. Ao administrar o Trissulfin, a sulfadimetoxina vai se ligar nos receptores da bactéria. Administrando o Zelotril, a enrofloxacina irá competir pelos mesmos receptores da sulfadimetoxina. Desta forma, o efeito de um fármaco anula o do outro.

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