Como fazer o manejo sanitário do rebanho?

O manejo sanitário é uma questão crucial para a produção orgânica.

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O manejo sanitário é uma questão crucial para a produção orgânica. O produtor orgânico deve considerar a saúde do consumidor, de quem trabalha na produção, do animal, dos insumos, da propriedade e do meio ambiente, como um todo.

- A saúde do organismo agrícola
Para tornar o organismo agrícola mais resistente, é indispensável promover a saúde dele, como um todo.

Na propriedade que produz leite orgânico, as atividades agrícolas voltadas para a produção de alimentos para os bovinos, como pastagem, silagens e grãos, deverão reduzir a suscetibilidade à pragas e doenças por meio do uso de sementes e materiais de propagação, de boa qualidade, e de variedades adaptadas às condições locais. Por isso, nas atividades de produção vegetal e relacionadas ao manejo de animais, não são permitidos produtos como inseticidas, fungicidas, herbicidas, e produtos veterinários, exceto aqueles permitidos pelas normas estabelecidas pela certificadora.

- Manejo preventivo
Assim como o uso de sementes de boa qualidade e de cultivares apropriadas ao local da propriedade são iniciativas indispensáveis para o cultivo orgânico, a escolha de raças adaptadas e resistentes é uma diretriz fundamental para a produção de leite orgânico. Essa é uma forma de se prevenir doenças e de potencializar a produção. Além da escolha da raça adequada, um bom manejo não pode faltar. Particularmente, o fornecimento de alimentos de alto valor biológico e a existência de um ambiente de vida saudável serão fatores importantes para a redução de muitos problemas sanitários dos animais, sendo esta a base do manejo preventivo.

- Manejo terapêutico
No manejo orgânico devem ser utilizados, prioritariamente, medicamentos veterinários à base de produtos fitoterápicos, homeopáticos, minerais, bem como a acupuntura. Se não foi possível curar a doença com esses produtos, será autorizada a aplicação de medicamentos sintéticos ou antibióticos, sob a orientação e o acompanhamento de um médico veterinário.

Somente em casos extremos, nos quais o manejo terapêutico natural não é viável ou suficiente, é que os medicamentos sintéticos poderão ser usados, mesmo assim, buscando evitar o sofrimento do animal e considerando que o leite produzido pelo animal tratado alopaticamente perderá a qualificação de orgânico e, consequentemente, a certificação.

- Medicamentos de uso restrito
Os medicamentos de uso restrito devem ser administrados mediante os seguintes cuidados:

- Sempre contar com a recomendação do veterinário responsável e nunca profilaticamente;
- O período de carência deverá ser o dobro do legalmente estabelecido;
- Vacinas: as legalmente estabelecidas devem ser aplicadas, seja em caso de endemia ou epidemia, na região da unidade de produção;
- Não podem ser utilizadas vacinas OGM (Organismos Geneticamente Modificados) ou derivadas, exceto quando a vacina é exigida por lei, ou quando não houver alternativa de vacina não OGM disponível. Será necessário solicitar uma autorização à certificadora, apresentando as justificativas para o caso.

São considerados medicamentos alopáticos:


- Antibióticos;
- Cortisona;
- Anestésicos locais;
- Parasiticidas: contra parasitas intestinais e ectoparasitos;
- Analgésicos e substâncias que afetam o sistema nervoso central;
- Vitaminas e minerais sintéticos;
- Soro.

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